No dia delas uma boa notícia: mercado feminino de trabalho cresceu 40,9%
08/03/2010
Entre 2002 e 2008, 4.788.023 mulheres assumiram postos no mercado de
trabalho formal em todo o Brasil. O volume, que equivale à soma das
populações de Fortaleza (CE) e Belo Horizonte (MG) mostra que as
empresas estão abrindo suas portas para a mão-de-obra feminina.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2002 havia
11.418.562 mulheres trabalhando formalmente no país; em 2008 o número
chegou a 16.206.585, crescimento de 40,9% no período. Entre os homens,
o crescimento foi de 34,5%: de 17.265.351 milhões em 2002 para
23.234.981 em 2008.
E o número de mulheres - que comemoram seu Dia Internacional nesta
segunda-feira, 8 de março - no mercado de trabalho tem crescimento
contínuo, não sazonal, conforme apontam os dados da Relacão Anual de
Informações Sociais (Rais) do MTE. Em 2003 havia 11,8 milhões delas
formalmente empregadas, em 2004 12,5 milhões, em 2005 13,4 milhões, em
2006 havia 14,2 milhões e em 2007 15,3 milhões.
Em relação aos rendimentos, a faixa etária que atualmente apresenta a
melhor remuneração, segundo a Rais, é entre 50 a 64 anos, com média de
R$ 1.757,51, seguida de 65 anos ou mais, com R$ 1.713,77 e 40 a 49
anos, R$ 1.594,43.
Na comparação entre estados e setores de ocupação, o estado do
Amazonas obteve a maior remuneração para a mulher, no setor de
Extração Mineral, com R$ 8.755,23; seguido pelo Rio de Janeiro, com R$
7.849,80; e Sergipe, com R$ 6.113,08. O setor de Serviços e Indústria
de Utilidade Pública também tem se mostrado auspicioso para as
mulheres: o Distrito Federal rendeu a melhor remuneração do país para
as mulheres neste setor, com R$ 4.812,18; seguido do Piauí, com R$
3.499,61; e Rondônia, com R$ 3.349,18.